Filme pornô no hotel da rua Augusta.
Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.
Olha, a gente passa por cada uma que nem é capaz de imaginar o porque.
E foi justamente isso que aconteceu certa vez.
Num sábado,final de tarde, quase anoitecendo, lá fui eu para mais uma
filmagem de casamento.
Dessa vez, primeiro eu deveria fazer o "making of" do noivo e
depois rumar para a cerimônia, num local de eventos na zona sul.
Cheguei o endereço, um hotel na rua Augusta, quase já próximo da praça
Roosevelt no centro. O chamado "baixo augusta", local conhecido pela
noite fervilhante, repleto de baladas, restaurantes e clubes noturnos (nem
todos "familiares", hehehe). E como local de muito agito cultural e
alternativo, é freqüentado por diversas "tribos" de São Paulo.
Bom, equipamentos em punho, lá fui eu.
Como de costume, cheguei mais cedo que o horário agendado e, após
estacionar o carro, pequei todo o equipamento que iria usar, indo depois me
anunciar na recepção do hotel: "Por gentileza, o sr. poderia informar ao
sr. Fulano de tal que o cinegrafista já chegou.", pedi ao recepcionista. O
recepcionista me olhou meio desconfiado e pediu que eu aguardasse em um dos
sofazinhos da recepção. Ok. Sentei e,
para me distrair, comecei a conferir as configurações da minha câmera, para já
ir adiantando.
Depois de uns 5 minutos, vem o recepcionista e me diz: "Sr.
William, o senhor não está autorizado a subir. Nós não permitimos filmagens nos
quartos."
Espantado, argumentei que isso não era comum, afinal já fiz inúmeros
"making of" nos mais diversos hotéis de São Paulo, dos mais luxuosos
até mais simples, e nunca havia tido problema. Perguntei se o noivo não havia
avisado e ele disse que não sabia, mas que a gerente, uma mulher, disse que eu
não poderia subir. Pedi que ele falasse pelo interfone com o noivo, no que ele
respondeu que não tinha autorização.
Sem entender o porque de tal procedimento, pedi para falar com a
gerente. "Um momento", ele respondeu e saiu.
Cerca de 10 minutos depois, aparece a gerente, toda brava e perguntando
o que eu queria. Novamente expliquei que estava ali para filmar o "making
of" do noivo e que o recepcionista não havia autorizado eu subir ao
quarto. Ela então disse: "fui eu que não permiti. Nos não autorizamos
filmagem nos quartos e que se eu tivesse que filmar alguma coisa, teria que ser
ali na recepção mesmo, sob a supervisão dela". Nisso, chega o fotógrafo
que iria também trabalhar no "making of", o que piorou mais a
situação. "Cinegrafista e fotógrafo ?!!?! Agora que não sobe mesmo",
disse ela.
Argumentei que isso de "making of" era muito comum, que eu não
estava entendendo porque da proibição, mas que principalmente iria parecer
muito estranho aos outros hóspedes se vissem, de repente, um noivo se trocando
na recepção. Rsrsrs.
Mas nada adiantou, e não queriam nem entrar em contato com o quarto do
noivo. Como não tinha mais alternativa, peguei na minha agenda o telefone da
noiva, pois não tinha o do noivo, liguei para a noiva e pedi para que ela
avisasse o noivo da confusão que estava acontecendo na recepção. Desliguei e
dez minutos depois, desce o noivo.
Vendo a confusão e a recusa ferrenha do recepcionista, pediu para chamar
a tal gerente.
Mais dez minutos de conversa reservada, agora entre o noivo e a gerente,
tudo ficou esclarecido e acabamos podendo subir para fazer nosso trabalho.
Mas, o que aconteceu então ?
Porque a gerente não queria liberar o "making of" de jeito
nenhum?
Ah...óbvio. Você ainda não percebeu ?
Não leu ai em cima que eu disse que naquela região, existe um grande
agito cultural e alternativo, com a freqüência de diversas "tribos" ?
Pois é.
Então, só já trabalhando, o noivo me explicou o imbróglio.
A gerente não havia permitido a subida porque simplesmente achou que iríamos
fazer uma filmagem pornô. E mais ainda, pornô gay !!!
Como o noivo não havia dito nada na recepção, eles já estavam meio cismados
com a entrada de tantos homens naquele quarto. Já haviam subido dois amigos e
mais o pai do noivo. Quatro caras no quarto e ai chegamos nos dois, falando que
iríamos filmar e fotografar... ah..., a gerente pirou. Suruba gay. "No meu
hotel não senhor" deve ter pensado ela.Rsrsrs.
Rimos muito da história depois e, para sorte dos noivos, que iriam
voltar para passar a noite nesse mesmo hotel após a cerimônia, ainda deu certo.
Como forma de desculpas e, agora sabendo que
se tratava de uma lua de mel, a gerente mudou o casal para uma suíte
melhor, além de ganharem champanhe, chocolate e flores também.
Moral da história: uma andorinha não faz verão, mas quatro...já é bom
averiguar. Hehehe.
Até o próxima postagem.