segunda-feira, 27 de maio de 2013

O caso da enchente no Making Of.

Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

Hoje em dia, o Making Of da noiva, quando não do noivo, e até do local da cerimônia, são alguns dos fatos mais comuns na parte de foto e video de um casamento.  
Mas um dos problemas que os casais deveriam se preocupar é com onde esse Making Of irá ocorrer. 
Certa vez fomos, um fotógrafo e eu, fazer o Making Of de uma noiva na casa dela. 
Quando cheguei à residencia, curiosamente, ao estacionar o carro, percebi um certa quantidade de terra na rua, daquelas que ficam depois de secar uma poça de dágua. Como era época de chuvas, comentei com o fotógrafo e ao entramos na casa da noiva, perguntamos aos parentes se naquele lugar ocorriam enchentes. "Não", foi a resposta. "Só muito raramente, quando chove muuuiiito, a rua empoça um pouquinho de água por aqui".  Bom, mesmo com a pulga atrás da orelha, o fotógrafo e eu começamos nosso trabalho, justamente no momento que começava uma leve chuva lá fora. Como prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém, dividimos nosso tempo entre as tomadas com a noiva e uma espiadinha pela janela, em nossos carros estacionados lá fora. Depois de um certo tempo nesse vai e vem, relaxamos um pouco, pois parecia que, mesmo com a chuva, a situação da rua não se alterava.
Ah...mas bastaram uns 10 minutos e, de repente a mãe da noiva entra no quarto e diz: "Pessoal, acho melhor da uma olhadinha nos carros porque a rua está começando a encher". Nossa...Corremos até a janela e quando olho, meu carro já estava com água na metade do pneu. Descemos as escadas da casa mais rápido que motoboy atrasado e, já com água no meio da canela, consegui entrar no carro, ligar e sair dali para uma rua bem próxima que era uma ladeira.  Ufa !!! São e salvo, pensei. Mas ai percebi que minha roupa, com a qual eu já iria para a igreja, estava um desastre, completamente em sopa e suja pela água da enchente. O sapato parecia uma balsa de tão molhado. Como percebi que a noiva não iria sair dali tão fácil ou cedo, liguei para ela de onde eu estava e combinamos deixar pra lá o making of, e iriamos para casa trocar de roupa, depois indo diretamente para igreja. Com alguma dose de sorte, conseguiriamos ainda cobrir a cerimônia.
Bom, também, não tinha outra coisa a se fazer naquela situação.
Resultado: A noiva atrasou duas horas e meia, mas a cerimonia se realizou. O fotógrafo e eu, por um daqueles raros casos de sorte, conseguimos nos livrar do trânsito, tomar banho e trocar de roupa, chegando na igreja antes da noiva e cobrir toda a cerimônia.
Moral da história:- Não é todo lugar que a noiva consegue se atrasar duas horas e meia e a cerimônia ainda assim se realizar. Portanto, muito cuidado com o lugar que voce marca seu making of. Voce pode perder boa parte da cobertura do seu evento, simplesmente porque nem sempre a sorte está do nosso lado.


Até o próxima postagem.

sexta-feira, 24 de maio de 2013


Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

O caso do noivo que nocauteou o padrinho.

Os dias de hoje, são dias de muita tensão e estresse. Disso ninguém tem dúvidas.
Dai, nessas ocasiões, sempre pinta aqueles cursos de autoajuda, aqueles gurus do cotidiano, aqueles mágicos com respostas prontas para salvar as pessoas de pirarem diante das tensões do dia a dia.
Pois é.
Foi mais ou menos um desses tais gurus o que procurou um determinado padrinho de um dos casamentos que fizemos.
Com as aulas em dia e os conhecimentos mentalizados, o tal padrinho julgou-se apto a enfrentar o momento da sua entrada e toda a participação que teria no casamento que seu amigo o convidou para apadroar.
Dia do evento, lindo e ensolarado, cerimônia marcada para o meio dia, seguiu o padrinho e sua acompanhante ao sítio nos arredores de São Paulo.
Tudo montado, decoração linda, convidados já sentados sobre belas tendas brancas, grupo musical já tocando para distrair a platéia, eis que a assessora chama todos os padrinhos para uma area reservada para fazer a formação do cortejo de entrada.
Momento adequado para que o tal padrinho pudesse exercitar tudo que aprendeu para esse típico instante de alta tensão emocional.
Pois foi o que ele fez.
Começou a gritar a plenos pulmões tudo que lhe vinha a cabeça. Para espanto de todos, inclusive do noivo, ele começou a berrar e botar para fora todos os fantasmas que poderiam assustá-lo naquele momento. Mas acho que ele não havia ido em todas as aulas do seu guru. E deve ter faltado principalmente na última, na qual deveria ter aprendido a hora de parar.  O sujeito não parava mais, a despeito dos pedidos dos demais padrinhos, da assessora e até do próprio noivo. O rapaz estava mesmo, ao contrário do que queria, descontrolado.  Não houve outra solução: o noivo, que era lutador de jiu-jitsu nas horas vagas, foi até ele, aplicou-lhe um mata-leão e resolveu o problema.  Trancaram o fulano num quartinho, foram casar e após a cerimônia, liberaram o padrinho, agora simples convidado, que participou do resto da festa como se nada tivesse acontecido.
Bem que o pessoal notou que, mesmo com o atraso maior que o normal para inicio da cerimônia, aquela madrinha entrando sozinha ficou meio esquisito.

Até o próxima postagem.

Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

Escuridão não combina com casamento. O caso do gerador.

Sabe aqueles finais de tarde que cai um dilúvio em São Paulo ?
Aqueles finais de tarde que a cidade mergulha naquele caos por causa das chuvas ?
Então.
Numa certa sexta feira (eu disse sexta feira), depois de cair uma chuvinha que, como todas as chuvinhas atualmente em São Paulo, deixou o transito um caos, semáforos queimados, arvorés caidas, essas coisinhas que a gente está acostumado, rumamos para um casamento em uma igreja muito famosa, em Moema, próxima ao parque Ibirapuera. Pelo horário da cerimônia, 20 horas, a principio não parecia problema, pois daria para todo mundo chegar a tempo, apesar  do clima mais para Noé que a cidade estava vivendo.
Qual não foi nossa surpresa, ao chegar a igreja e encontrar tudo na mais completa escuridão. Não havia energia elétrica em toda a região.
Foram chegando os convidados, a igreja foi ficando cheia e todo mundo aguardando a Eletropaulo dar um jeitinho para resolver a situação. Na igreja a única iluminação que havia eram as luzinhas de emergencia sobre as portas indicando saida. Tudo um breu. Era isqueiro daqui, luz de celular dali e nada da energia voltar.
E as horas foram passando. A coisa começou a pegar.
O noivo e alguns padrinhos, vendo que a Eletropaulo não iria resolver mesmo a coisa, ligaram para alguns fornecedores e conseguiram, a muito custo, alugar um gerador de emergencia para chegar a igreja.
Mas lembra que eu disse acima que era sexta feira,  Moema e havia chovido muito na cidade ?
Imagina se um caminhão ia conseguir atravessar a cidade com um gerador, no meio daquele transito caótico, e chegar a tempo na igreja para salvar a cerimônia. Lógico que não.
Consequencia: Como tinhamos algumas  iluminações de Led à bateria, depois de duas horas de atraso, a cerimônia foi realizada somente com os nossos iluminadores, que apesar de fortes, não conseguem dar conta de uma igreja inteira. Mas conseguimos que a cerimonia fosse realizada e utilizando todo o potencial de nossas máquinas, conseguimos captar toda a cerimônia.  Foi o possivel, mas fizemos.
Moral da história: Quando for contratar o lugar para sua cerimônia, preocupe-se se o lugar tem gerador próprio. Em caso contrário, alugue um por sua conta para a hora do evento. É uma coisa que poucos pensam, mas que pode fazer uma diferença enorme no dia da cerimônia, até podendo inviabilizar a mesma.

Até o próxima postagem.