terça-feira, 18 de junho de 2013

Filme pornô no hotel da rua Augusta.

Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

Olha, a gente passa por cada uma que nem é capaz de imaginar o porque.
E foi justamente isso que aconteceu certa vez.
Num sábado,final de tarde, quase anoitecendo, lá fui eu para mais uma filmagem de casamento.
Dessa vez, primeiro eu deveria fazer o "making of" do noivo e depois rumar para a cerimônia, num local de eventos na zona sul.
Cheguei o endereço, um hotel na rua Augusta, quase já próximo da praça Roosevelt no centro. O chamado "baixo augusta", local conhecido pela noite fervilhante, repleto de baladas, restaurantes e clubes noturnos (nem todos "familiares", hehehe). E como local de muito agito cultural e alternativo, é freqüentado por diversas "tribos" de São Paulo.
Bom, equipamentos em punho, lá fui eu.
Como de costume, cheguei mais cedo que o horário agendado e, após estacionar o carro, pequei todo o equipamento que iria usar, indo depois me anunciar na recepção do hotel: "Por gentileza, o sr. poderia informar ao sr. Fulano de tal que o cinegrafista já chegou.", pedi ao recepcionista. O recepcionista me olhou meio desconfiado e pediu que eu aguardasse em um dos sofazinhos  da recepção. Ok. Sentei e, para me distrair, comecei a conferir as configurações da minha câmera, para já ir adiantando.
Depois de uns 5 minutos, vem o recepcionista e me diz: "Sr. William, o senhor não está autorizado a subir. Nós não permitimos filmagens nos quartos."
Espantado, argumentei que isso não era comum, afinal já fiz inúmeros "making of" nos mais diversos hotéis de São Paulo, dos mais luxuosos até mais simples, e nunca havia tido problema. Perguntei se o noivo não havia avisado e ele disse que não sabia, mas que a gerente, uma mulher, disse que eu não poderia subir. Pedi que ele falasse pelo interfone com o noivo, no que ele respondeu que não tinha autorização.
Sem entender o porque de tal procedimento, pedi para falar com a gerente. "Um momento", ele respondeu e saiu.
Cerca de 10 minutos depois, aparece a gerente, toda brava e perguntando o que eu queria. Novamente expliquei que estava ali para filmar o "making of" do noivo e que o recepcionista não havia autorizado eu subir ao quarto. Ela então disse: "fui eu que não permiti. Nos não autorizamos filmagem nos quartos e que se eu tivesse que filmar alguma coisa, teria que ser ali na recepção mesmo, sob a supervisão dela". Nisso, chega o fotógrafo que iria também trabalhar no "making of", o que piorou mais a situação. "Cinegrafista e fotógrafo ?!!?! Agora que não sobe mesmo", disse ela.
Argumentei que isso de "making of" era muito comum, que eu não estava entendendo porque da proibição, mas que principalmente iria parecer muito estranho aos outros hóspedes se vissem, de repente, um noivo se trocando na recepção. Rsrsrs.
Mas nada adiantou, e não queriam nem entrar em contato com o quarto do noivo. Como não tinha mais alternativa, peguei na minha agenda o telefone da noiva, pois não tinha o do noivo, liguei para a noiva e pedi para que ela avisasse o noivo da confusão que estava acontecendo na recepção. Desliguei e dez minutos depois, desce o noivo.
Vendo a confusão e a recusa ferrenha do recepcionista, pediu para chamar a tal gerente.
Mais dez minutos de conversa reservada, agora entre o noivo e a gerente, tudo ficou esclarecido e acabamos podendo subir para fazer nosso trabalho.
Mas, o que aconteceu então ?
Porque a gerente não queria liberar o "making of" de jeito nenhum?
Ah...óbvio. Você ainda não percebeu ?
Não leu ai em cima que eu disse que naquela região, existe um grande agito cultural e alternativo, com a freqüência de diversas "tribos" ?
Pois é.
Então, só já trabalhando, o noivo me explicou o imbróglio.
A gerente não havia permitido a subida porque simplesmente achou que iríamos fazer uma filmagem pornô. E mais ainda, pornô gay !!!
Como o noivo não havia dito nada na recepção, eles já estavam meio cismados com a entrada de tantos homens naquele quarto. Já haviam subido dois amigos e mais o pai do noivo. Quatro caras no quarto e ai chegamos nos dois, falando que iríamos filmar e fotografar... ah..., a gerente pirou. Suruba gay. "No meu hotel não senhor" deve ter pensado ela.Rsrsrs.
Rimos muito da história depois e, para sorte dos noivos, que iriam voltar para passar a noite nesse mesmo hotel após a cerimônia, ainda deu certo. Como forma de desculpas e, agora sabendo que  se tratava de uma lua de mel, a gerente mudou o casal para uma suíte melhor, além de ganharem champanhe, chocolate e flores também.
Moral da história: uma andorinha não faz verão, mas quatro...já é bom averiguar. Hehehe.


Até o próxima postagem.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

A filmagem na hora da balada. Essas dicas são importantes !!!

Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.


Bom...
A festa está rolando.
Já foi a emoção e a tensão da cerimônia, a alegria da festa está no auge e o DJ começa a sua parte.
Sei que ninguém  vai seguer pensar em diminuir a intensidade e o momento em que a musica começa a ser a protagonista da festa, explodindo a alegria de todos (principalmente porque nesse momento, normalmente alguns já estão mais “alegrinhos” e ai é o momento que eles vão se “soltar”. Hehehehe).
Mas como o objetivo aqui e salientar alguns detalhes que podem atrapalhar o registro desses momentos tão especiais e únicos, vamos chamar a atenção para alguns detalhes que, em se tratando de foto e video, podem prejudicar bastante uma bela imagem.
1 – Aquela coisa da fumaça.
Voce lembra de Cubatão em seus piores dias ? Pois é. Em alguns eventos é quase isso que acontece. O DJ solta tanta fumaça na pista que mais parece que a gente está numa caverna de monstro do Jiraya. Rsrsrsrs. Conclusão: se a nossa vista não consegue enxergar direito nessas situações, imagina uma câmera! Voce já pegou neblina na estrada e ligou o farol alto ? Pois é, mais ou menos isso ai. A luz reflete na fumaça e não se ve nada. A camera trabalha assim. O ideal é que não houvesse fumaça, ou que ela fosse muito pouca, principalmente nos momentos importante. Caso contrário, aquele lindo momento do casal dançando a valsa, pode sair na foto, ou no video, como um grande massa branca com uma silhueta nada expressiva, e até disforme, no meio.
2 – Luz estroboscópica
Voce já viu, principalmente em video, aquelas cenas que metade da tela está com imagem e metade está em branco ? Pois é, esse é o efeito que uma luz causa ao acender e apagar muito rápidamente. Para simplificar muito, no video, a imagem é montada atráves de linhas e, normalmente filmamos 24 quatros por segundo a uma velocidade de obturador próximo a 50. Uma luz estroboscópica é bem mais rápida que isso e acaba interferindo na criação dos quadros, causando aquele efeito de mostrar metade do quadro com a imagem e metade com aquela luz branca.  A gente usa até alguns recursos técnicos para diminuir isso, mas nem sempre dá. Principalmente se a luz estroboscópica for usada com muita constância, coisa que alguns DJ fazem, por afirmarem que isso anima mais as pessoas na pista. Resultado é que voce paga um video inteiro, mas terá só meio quadro. Hehehe. Além da vertigem ao assistir um video com a luz piscando o tempo todo.
3 – Aparelho de Luz Laser.
Esse então é um perigo. Os DJs usam esse recurso, muitas vezes juntamente com a fumaça, para dar aqueles efeitos especiais na pista de dança. O problema disso é que o laser pode QUEIMAR o sensor da cameras fotográficas. Conheço pessoalmente mais de um colega que já perdeu seu equipamento por causa disso e qualquer um pode comprovar isso no Youtube. Há vários exemplos lá. Ao incidir diretamente sobre o sensor, a luz do laser queima definitivamente alguns pixels. Isso inviabiliza o equipamento. Pode jogar a camera fora. Então, como os cinegrafistas se virão na festa ? Não tem muito jeito, no máximo, para proteger seus equipamentos,  fogem de ficar de frente com o laser., buscando angulos em que a luz do laser não possa atingir o sensor diretamente. Ninguém, em sã consciente, quer ter equipamentos de até 4 mil dólares, queimado por uma luzinha verde e não poder mais trabalhar, não é mesmo. Um problema é que as vezes há vários equipamentos de laser espalhados pela pista, restringindo em muito os possiveis angulos de tomada.
Solução: Não utilizar laser (você sabia que se um laser desses incidir direto nos olhos de algum convidado, pode causar cequeira parcial ou total ? Pode pesquisar para ver). Caso você julgue isso extremamente necessário, utilize o mínimo  possível os equipamentos de laser instalados, sabendo de ante mão que o cinegrafista irá tomar cuidado e que isso irá comprometer os ângulos da festa que farão parte do seu filme. Se você quiser um filme mais dinâmico, atraente e variado, avise o DJ para não usar.
Esses pontos que citei acima são alguns detalhes que podem ser acertados na contratação do DJ que, combinados e usados na medida certa, com certeza não irão interferir na alegria da festa e propiciarão a tomada de cenas que, com certeza, serão muito melhores para eternizar esses momentos únicos do casal.

Até o próxima postagem.




segunda-feira, 27 de maio de 2013

O caso da enchente no Making Of.

Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

Hoje em dia, o Making Of da noiva, quando não do noivo, e até do local da cerimônia, são alguns dos fatos mais comuns na parte de foto e video de um casamento.  
Mas um dos problemas que os casais deveriam se preocupar é com onde esse Making Of irá ocorrer. 
Certa vez fomos, um fotógrafo e eu, fazer o Making Of de uma noiva na casa dela. 
Quando cheguei à residencia, curiosamente, ao estacionar o carro, percebi um certa quantidade de terra na rua, daquelas que ficam depois de secar uma poça de dágua. Como era época de chuvas, comentei com o fotógrafo e ao entramos na casa da noiva, perguntamos aos parentes se naquele lugar ocorriam enchentes. "Não", foi a resposta. "Só muito raramente, quando chove muuuiiito, a rua empoça um pouquinho de água por aqui".  Bom, mesmo com a pulga atrás da orelha, o fotógrafo e eu começamos nosso trabalho, justamente no momento que começava uma leve chuva lá fora. Como prudência e canja de galinha não faz mal a ninguém, dividimos nosso tempo entre as tomadas com a noiva e uma espiadinha pela janela, em nossos carros estacionados lá fora. Depois de um certo tempo nesse vai e vem, relaxamos um pouco, pois parecia que, mesmo com a chuva, a situação da rua não se alterava.
Ah...mas bastaram uns 10 minutos e, de repente a mãe da noiva entra no quarto e diz: "Pessoal, acho melhor da uma olhadinha nos carros porque a rua está começando a encher". Nossa...Corremos até a janela e quando olho, meu carro já estava com água na metade do pneu. Descemos as escadas da casa mais rápido que motoboy atrasado e, já com água no meio da canela, consegui entrar no carro, ligar e sair dali para uma rua bem próxima que era uma ladeira.  Ufa !!! São e salvo, pensei. Mas ai percebi que minha roupa, com a qual eu já iria para a igreja, estava um desastre, completamente em sopa e suja pela água da enchente. O sapato parecia uma balsa de tão molhado. Como percebi que a noiva não iria sair dali tão fácil ou cedo, liguei para ela de onde eu estava e combinamos deixar pra lá o making of, e iriamos para casa trocar de roupa, depois indo diretamente para igreja. Com alguma dose de sorte, conseguiriamos ainda cobrir a cerimônia.
Bom, também, não tinha outra coisa a se fazer naquela situação.
Resultado: A noiva atrasou duas horas e meia, mas a cerimonia se realizou. O fotógrafo e eu, por um daqueles raros casos de sorte, conseguimos nos livrar do trânsito, tomar banho e trocar de roupa, chegando na igreja antes da noiva e cobrir toda a cerimônia.
Moral da história:- Não é todo lugar que a noiva consegue se atrasar duas horas e meia e a cerimônia ainda assim se realizar. Portanto, muito cuidado com o lugar que voce marca seu making of. Voce pode perder boa parte da cobertura do seu evento, simplesmente porque nem sempre a sorte está do nosso lado.


Até o próxima postagem.

sexta-feira, 24 de maio de 2013


Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

O caso do noivo que nocauteou o padrinho.

Os dias de hoje, são dias de muita tensão e estresse. Disso ninguém tem dúvidas.
Dai, nessas ocasiões, sempre pinta aqueles cursos de autoajuda, aqueles gurus do cotidiano, aqueles mágicos com respostas prontas para salvar as pessoas de pirarem diante das tensões do dia a dia.
Pois é.
Foi mais ou menos um desses tais gurus o que procurou um determinado padrinho de um dos casamentos que fizemos.
Com as aulas em dia e os conhecimentos mentalizados, o tal padrinho julgou-se apto a enfrentar o momento da sua entrada e toda a participação que teria no casamento que seu amigo o convidou para apadroar.
Dia do evento, lindo e ensolarado, cerimônia marcada para o meio dia, seguiu o padrinho e sua acompanhante ao sítio nos arredores de São Paulo.
Tudo montado, decoração linda, convidados já sentados sobre belas tendas brancas, grupo musical já tocando para distrair a platéia, eis que a assessora chama todos os padrinhos para uma area reservada para fazer a formação do cortejo de entrada.
Momento adequado para que o tal padrinho pudesse exercitar tudo que aprendeu para esse típico instante de alta tensão emocional.
Pois foi o que ele fez.
Começou a gritar a plenos pulmões tudo que lhe vinha a cabeça. Para espanto de todos, inclusive do noivo, ele começou a berrar e botar para fora todos os fantasmas que poderiam assustá-lo naquele momento. Mas acho que ele não havia ido em todas as aulas do seu guru. E deve ter faltado principalmente na última, na qual deveria ter aprendido a hora de parar.  O sujeito não parava mais, a despeito dos pedidos dos demais padrinhos, da assessora e até do próprio noivo. O rapaz estava mesmo, ao contrário do que queria, descontrolado.  Não houve outra solução: o noivo, que era lutador de jiu-jitsu nas horas vagas, foi até ele, aplicou-lhe um mata-leão e resolveu o problema.  Trancaram o fulano num quartinho, foram casar e após a cerimônia, liberaram o padrinho, agora simples convidado, que participou do resto da festa como se nada tivesse acontecido.
Bem que o pessoal notou que, mesmo com o atraso maior que o normal para inicio da cerimônia, aquela madrinha entrando sozinha ficou meio esquisito.

Até o próxima postagem.

Pessoal,
Bom dia, boa tarde, boa noite.

Escuridão não combina com casamento. O caso do gerador.

Sabe aqueles finais de tarde que cai um dilúvio em São Paulo ?
Aqueles finais de tarde que a cidade mergulha naquele caos por causa das chuvas ?
Então.
Numa certa sexta feira (eu disse sexta feira), depois de cair uma chuvinha que, como todas as chuvinhas atualmente em São Paulo, deixou o transito um caos, semáforos queimados, arvorés caidas, essas coisinhas que a gente está acostumado, rumamos para um casamento em uma igreja muito famosa, em Moema, próxima ao parque Ibirapuera. Pelo horário da cerimônia, 20 horas, a principio não parecia problema, pois daria para todo mundo chegar a tempo, apesar  do clima mais para Noé que a cidade estava vivendo.
Qual não foi nossa surpresa, ao chegar a igreja e encontrar tudo na mais completa escuridão. Não havia energia elétrica em toda a região.
Foram chegando os convidados, a igreja foi ficando cheia e todo mundo aguardando a Eletropaulo dar um jeitinho para resolver a situação. Na igreja a única iluminação que havia eram as luzinhas de emergencia sobre as portas indicando saida. Tudo um breu. Era isqueiro daqui, luz de celular dali e nada da energia voltar.
E as horas foram passando. A coisa começou a pegar.
O noivo e alguns padrinhos, vendo que a Eletropaulo não iria resolver mesmo a coisa, ligaram para alguns fornecedores e conseguiram, a muito custo, alugar um gerador de emergencia para chegar a igreja.
Mas lembra que eu disse acima que era sexta feira,  Moema e havia chovido muito na cidade ?
Imagina se um caminhão ia conseguir atravessar a cidade com um gerador, no meio daquele transito caótico, e chegar a tempo na igreja para salvar a cerimônia. Lógico que não.
Consequencia: Como tinhamos algumas  iluminações de Led à bateria, depois de duas horas de atraso, a cerimônia foi realizada somente com os nossos iluminadores, que apesar de fortes, não conseguem dar conta de uma igreja inteira. Mas conseguimos que a cerimonia fosse realizada e utilizando todo o potencial de nossas máquinas, conseguimos captar toda a cerimônia.  Foi o possivel, mas fizemos.
Moral da história: Quando for contratar o lugar para sua cerimônia, preocupe-se se o lugar tem gerador próprio. Em caso contrário, alugue um por sua conta para a hora do evento. É uma coisa que poucos pensam, mas que pode fazer uma diferença enorme no dia da cerimônia, até podendo inviabilizar a mesma.

Até o próxima postagem.